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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Veja o carro do Google que dirige sozinho em ação


O Google mostrou seus primeiros carros que dirigem sem intervenção humana. Os protótipos foram colocados em teste na Califórnia, EUA, onde fica a sede da companhia.
"Desenhado para aprendizado, não luxúria", como diz a empresa, o veículo é simples. Há apenas dois lugares, ele não tem volante, pedais ou câmbio, só botões para ligar edesligar, um monitor que mostra a rota e um espaço para guardar os pertences dos passageiros. O carro chega a 40 km/h e é equipado com sensores que cobrem os pontos cegos.
Até meados de setembro, o Google planeja construir cerca de 100 unidades para colocar em teste, mas esses modelos terão controles manuais. Caso tudo dê certo, a empresa usará os próximos anos para tocar um programa piloto na Califórnia.

domingo, 4 de maio de 2014

Cientistas descobrem como os egípcios moveram pedras gigantes para formar as pirâmides

egypt
Uma civilização antiga, sem a ajuda de tecnologia moderna, conseguiu mover pedras de 2,5 toneladas para compor suas famosas pirâmides. Mas como? A pergunta aflige egiptólogos e engenheiros mecânicos há séculos. Mas agora, uma equipe da Universidade de Amsterdã acredita ter descoberto o segredo – e a solução estava na nossa cara o tempo todo.
Tudo se resume ao atrito. Os antigos egípcios transportavam sua carga rochosa através das areias do deserto: dezenas de escravos colocavam as pedras em grandes “trenós”, e as transportavam até o local de construção. Na verdade, os trenós eram basicamente grandes superfícies planas com bordas viradas para cima.
Quando você tenta puxar um trenó desses com uma carga de 2,5 toneladas, ele tende a afundar na areia à frente dele, criando uma elevação que precisa ser removida regularmente antes que possa se ​​tornar um obstáculo ainda maior.
A areia molhada, no entanto, não faz isso. Em areia com a quantidade certa de umidade, formam-se pontes capilares – microgotas de água que fazem os grãos de areia se ligarem uns aos outros -, o que dobra a rigidez relativa do material. Isso impede que a areia forme elevações na frente do trenó, e reduz pela metade a força necessária para arrastar o trenó. Pela metade.
thesetupinth
Ou seja, o truque é molhar a areia à frente do trenó. Como explica o comunicado à imprensa da Universidade de Amsterdã:
Os físicos colocaram, em uma bandeja de areia, uma versão de laboratório do trenó egípcio. Eles determinaram tanto a força de tração necessária e a rigidez da areia como uma função da quantidade de água na areia. Para determinar a rigidez, eles usaram um reômetro, que mostra quanta força é necessária para deformar um certo volume de areia.
Os experimentos revelaram que a força de tração exigida diminui proporcionalmente com a rigidez da areia… Um trenó desliza muito mais facilmente sobre a areia firme [e úmida] do deserto, simplesmente porque a areia não se acumula na frente do trenó, como faz no caso da areia seca.
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Estas experiências servem para confirmar o que os egípcios claramente já sabiam, e o que nós provavelmente já deveríamos saber. Imagens dentro do túmulo de Djehutihotep, descoberto na Era Vitoriana, descrevem uma cena de escravos transportando uma estátua colossal do governante do Império Médio; e nela, há um homem na frente do trenó derramando líquido na areia. Você pode vê-lo na imagem acima, à direita do pé da estátua.
Agora podemos finalmente declarar o fim desta caçada científica. O estudo foi publicado naPhysical Review Letters. [Universidade de Amsterdã via Phys.org via Gizmodo en Español]
Imagens por wmedien/Shutterstock; Al-Ahram Weekly, 5-11 de agosto de 2004, edição 702; Universidade de Amsterdã


quarta-feira, 30 de abril de 2014

Neurogrid: conheça o microchip que simula o cérebro humano

Além de ser veloz, chip utiliza menos energia no processo de inicialização



Eis mais um daqueles momentos para ficar impressionado com a tecnologia: um time de bioengenheiros da Universidade de Stanford conseguiu desenvolver um microchip que é capaz de simular o cérebro humano e que utiliza menos energia que a necessária para fazer um iPad funcionar no processo de inicialização. 
De acordo com as informações divulgadas, ele é capaz de simular centenas (e até milhares) de neurônios se comparado a outros microchips que tentaram o mesmo feito no passado. Essa busca, aliás, não é à toa: o córtex de um rato, por exemplo, também pode operar 9 mil vezes mais rápido que um PC, sendo que este utiliza 40 mil vezes mais energia. 

No caso do Neurogrid, ele usa 16 “Neurocore” personalizados para simular o poder de um milhão de neurônios. Entretanto, com grandes poderes vêm grandes gastos: para produzir o protótipo, foi necessário o investimento de US$ 40 mil. Entretanto, seu uso seria algo bem visto, já que a ideia seria usá-lo para controlar próteses de pessoas com paralisia

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/tecnologia/54056-neurogrid-conheca-o-microchip-que-simula-o-cerebro-humano.htm#ixzz30NUpFTih


Fonte: TecMundo

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Nasa descobre planeta parecido com a Terra em zona habitável



Desde que a humanidade começou a explorar o espaço, a grande questão sempre foi: “existe algum planeta como a Terra, capaz de abrigar a vida humana?”. Um novo relatório da Nasa indica que talvez esta pergunta tenha sido respondida. A agência espacial encontrou o planeta mais parecido com o nosso, até o momento, com condições de existência de vida muito semelhantes.
Nomeado Kepler 186f, o planeta está na distância ideal de seu sol, possibilitando a existência de água líquida, o que permitiria o desenvolvimento de vida.
Outros planetas parecidos com a Terra já haviam sido encontrados, mas eles eram ou muito quentes, pela proximidade do sol, ou muito grandes, o que colabora para aumentar a gravidade e dificultar a existência de vida. O novo planeta é apenas 10% maior.
O Kepler 186f tem uma órbita bem menor que a da Terra, de apenas 130 dias, indicando que ele está bem mais perto do sol. No entanto, a estrela que ele orbita é significantemente menor do que o nosso sol. No fim das contas, os cálculos indicam que as condições são semelhantes às terráqueas.
Há alguns problemas, no entanto. Ele está bem no limite da zona habitável e a Nasa diz que ele recebe de sua estrela apenas um terço da energia que a Terra recebe do sol. Assim, bem ao “meio-dia”, seu brilho é quase o mesmo visto por aqui uma hora antes do pôr do sol. A composição e massa do planeta seguem desconhecidos, e não há evidências de uma atmosfera que seja capaz de abrigar vida.
Mesmo com todos estes pontos contra, ele ainda assim é o que mais próximo da Terra já foi encontrado no espaço. Mas, mesmo se ele tivesse todas as condições de abrigar a vida humana, ele dificilmente verá algum terráqueo ou qualquer sonda por um bom tempo. Ele fica a 500 anos-luz da terra, ou aproximadamente 4,7 quatrilhões de quilômetros. A sonda New Horizons, considerada a mais rápida a deixar o planeta terra, saiu com velocidade de 59 mil km/h. Se ela tivesse sido lançada na direção de Kepler 186f e mantivesse esta velocidade, ela só chegaria dentro de 9 milhões de anos.

Momento histórico: encontramos outra Terra no Universo

Desde a descoberta do primeiro planeta a orbitar uma estrela similar ao Sol, em 1995, a humanidade estava à espera deste anúncio. Finalmente ele chegou, com toda pompa e circunstância, num artigo publicado no periódico científico “Science”: encontramos um planeta praticamente idêntico à Terra orbitando outra estrela numa região que o torna capaz de abrigar água líquida — e vida — em sua superfície.
Concepção artística do planeta Kepler-186f: mesmo tamanho da Terra e capaz de abrigar água em estado líquido
Concepção artística do planeta Kepler-186f: mesmo tamanho da Terra e capaz de abrigar água
O anúncio foi feito na tarde de hoje numa entrevista coletiva conduzida pela Nasa (uma reportagem mais completa sobre o achado, produzida por este escriba, estará amanhã nas páginas da Folha). O planeta orbita uma estrela chamada Kepler-186 e tem, segundo as estimativas, praticamente o mesmo diâmetro da Terra — 1,1 vez o do nosso mundo. Até onde se sabe, ele é o quinto a contar de seu sol e leva 129,9 dias terrestres para completar uma volta em torno de sua estrela. Ou seja, um ano lá dura mais ou menos um terço do que dura o nosso.
A estrela-mãe desse planeta é uma anã vermelha com cerca de metade do diâmetro do nosso Sol, localizada a cerca de 490 anos-luz daqui. Um dos aspectos interessantes dessa descoberta em particular é que, além de estar na chamada zona habitável — região do sistema em que o planeta recebe a quantidade certa de radiação de sua estrela para manter uma temperatura adequada à existência de água líquida na superfície –, o planeta está suficientemente distante dela para não sofrer uma trava gravitacional. Caso fosse esse o caso, o Kepler-186f, como foi batizado, teria sempre a mesma face voltada para a estrela, como acontece, por exemplo, com a Lua, que sempre mostra o mesmo lado para a Terra. Embora modelos mostrem que a trava gravitacional não é um impeditivo definitivo para ambientes habitáveis (atmosfera trataria de distribuir o calor), é sempre melhor ter um planeta com dias e noites, em vez de um em que um hemisfério é sempre aquecido pelo Sol e outro passa o tempo todo na fria escuridão.
Numa nota pessoal, lembro-me de ter já conversado antes com Elisa Quintana, pesquisadora da Nasa que é a primeira autora da descoberta. Em 2002, ela produziu uma série de simulações que mostravam que o sistema Alfa Centauri — o trio de estrelas mais próximos de nós, sem contar o Sol — podia abrigar planetas de tipo terrestre na zona habitável. Imagino a realização pessoal dela de, depois de “conceber” por tantos anos mundos como esse em computador, finalmente poder reportar uma descoberta dessa magnitude. Não de uma simulação, mas da fria realidade da observação!
Trata-se de um momento histórico. A partir de agora, os astrônomos devem se concentrar cada vez mais na busca de outros mundos similares à Terra e a Kepler-186f, gerando alvos para futuras observações de caraterização — a efetiva análise da composição desses mundos e suas atmosferas –, em busca, quem sabe, de evidências de uma outra biosfera.



Fonte: http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2014/04/17/momento-historico-encontramos-outra-terra-no-universo/

terça-feira, 15 de abril de 2014

Fotos do Eclipse da lua

 

 

 

Créditos das Fotos: Guilherme Araujo

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Estranha luz em Marte já tem explicação, dizem cientistas da NASA


Os cientistas estão jogando água fria em um suposto avistamento de OVNI em Marte, que foi registrado pela sonda Curiosity da NASA.
         As imagens feitas nos dias 2 e 3 de abril já atraíram a atenção de todo o mundo. Apesar de entusiastas de OVNIs estarem discordando, os membros da equipe da missão dizem que existe uma explicação perfeitamente plausível para o flash de luz de Marte.
         foto da estranha luz em Marte foi divulgada nessa semana pela NASA. Um registro feito pela sonda Curiosity mostrou uma estranha luz na superfície do planeta, o que foi suficiente para gerar debates sobre qual seria a origem da misteriosa luz.
          "Uma possibilidade é que essa luz seja o brilho de uma superfície rochosa refletindo o Sol. Quando essas imagens foram tiradas, o Sol estava na mesma direção que o ponto brilhante, a oeste - noroeste da sonda, e relativamente baixo na céu", disse Justin Maki, lider e engenheiro de câmeras da sonda Curiosity.


"A equipe da missão também está abrindo a possibilidade de que o ponto brilhante pode ser luz solar que interferiu na câmera, diretamente através de um orifício na caixa principal da câmera, o que já aconteceu anteriormente em outras câmeras de outras sondas que exploraram o Planeta Vermelho", acrescentou Justin Maki, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, Califórnia. "Acreditamos que seja um vazamento de luz no orifício de ventilação da câmera ou então uma pedra que refletiu a luz solar".

Foto da sonda Curiosity da NASA mostra misteriosa luz
na superfície de Marte. Créditos: NASA / JPL-Caltech

         "Nas milhares de imagens que recebemos da sonda Curiosity, vemos esses pontos brilhantesquase todas as semanas", diz Justin Maki.


Vida inteligente em Marte?

         Ufólogos já estão divulgando as imagens da luz em Marte como uma possível evidência não só de vida marciana, mas também de uma civilização avançada em Marte.

         "Uma fonte de luz artificial foi vista esta semana nesta foto da NASA, que mostra a luz que brilha para cima a partir do chão ... ", escreveu Scott Waring no site UFO Sightings Daily na última segunda-feira (7 de abril). "Isso pode indicar que há vida inteligente abaixo do solo e que essa vida utiliza a luz elétrica como nós. [sic] "

Suposto rato na superfície marciana é um exemplo de pareidolia.
Créditos: NASA
         luz em Marte não é a primeira foto do Planeta Vermelho a causar agitação entre os sites de OVNIs eUFOs. Em dezembro passado, por exemplo, em uma foto panorâmica do Planeta Vermelho havia algo que se parecia muito com um "rato", que estaria entre duas rochas.

Imagem feita pela sonda Viking 1 em 1976  mostra um
suposto rosto na superfície de Marte, outro exemplo
de pareidolia. Créditos: NASA
         suposto roedor marciano é um exemplo de um fenômeno psicológico chamado pareidolia, que se refere à tendências do cérebro humano de perceber formas familiares em imagens vagas ou aleatórias, dizem os especialistas. Outro exemplo de pareidolia é o famoso rosto em Marte, supostamente visível em fotos tiradas pela sonda Viking 1 da NASA em 1976.

         luz em Marte é algo diferente, já que não é um produto da nossa imaginação. Mas as chances são muito pequenas de que a luz seja um sinal de vida marciana, dizem os pesquisadores, especialmente porque o flash não é visível em outras imagens do mesmo local, que inclusive foram feitas quase que simultaneamente em 2 de abril e 3 de Abril pela câmera de navegação do robô Curiosity.

         É claro que tudo isso não quer dizer que a vida nunca existiu em Marte. A sonda robô Curiosity já encontrou evidências de um antigo sistema de fluxo de água líquida e um lago, o que sugere que o Planeta Vermelho poderia ter sustentado a vida microbiana a bilhões de anos atrás.

Fonte: Space
Imagens: NASA


Fonte: http://www.galeriadometeorito.com/2014/04/estranha-luz-em-marte-ja-tem-explicacao.html

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Project Christine: como os PCs podem sofrer uma nova revolução [ilustração]

Razer pretende facilitar a personalização dos computadores, garantindo que todos possam trocar componentes de hardware sem medo


Desde os primórdios da informática, vimos o público interessado em PCs dividido em dois grupos: os usuários, que normalmente querem apenas aproveitar o computador, e os técnicos, pessoas que gostam de fuçar e revirar a máquina de todas as formas possíveis.
Antigamente, o pessoal que gostava mesmo de mexer com hardware podia pintar e bordar, fazendo a troca de quase todos os componentes, inclusive substituindo resistores, transistores e outros chips de fácil reposição.
Com o passar dos anos, as peças de computador evoluíram muito, o que inviabilizou a manutenção em um nível tão avançado. Hoje, os usuários mais técnicos podem montar seus computadores e realizar a substituição de diversos componentes, o que inclui placa de vídeo, disco rígido, memória RAM, fonte de alimentação e outros tantos.
Todavia, a limitação do conhecimento é uma barreira para muitas pessoas que têm medo de realizar a troca de algum componente e acabar estragando com toda a máquina. Nós, aqui no Tecmundo, temos como objetivo facilitar o acesso ao conhecimento e simplificar a informática, mas você que nos acompanha sabe que mexer com hardware não é tão simples.


Pensando em contornar essas complicações, a Razer resolveu inovar novamente. Hoje, vamos falar sobre o Project Christine, que visa simplificar o processo de manuseio do hardware e garantir que mais consumidores possam personalizar suas máquinas. Abaixo, vamos falar um pouco sobre a tecnologia do projeto e as chances que ele tem para dar certo.

Surge um novo conceito

Apresentado durante a CES 2014 como “uma verdadeira revolução”, o Project Christine é um tipo de computador modular que a  Razer julga ser o modelo ideal para os consumidores que desejam montar uma máquina de alto desempenho que possa ser atualizada sem complicações.
A ideia é bem simples. Na hora de montar seu computador, você pode escolher qualquer placa de vídeo, processador, memória RAM, fonte de energia, dispositivo de armazenamento e outros componentes. Ele vem todo desmontado, mas você só precisa pegar os módulos e encaixar na base para começar a usar.
Project Christine: como os PCs podem sofrer uma nova revolução [ilustração] (Fonte da imagem: Divulgação/Razer)
Os módulos são pequenos compartimentos e quase todos são idênticos por fora. Dentro deles está o hardware propriamente dito, ou seja, aquele monte de pequenas peças que você visualiza ao abrir o seu gabinete. A diferença é que a Razer não julga que seja importante você ter acesso aos transistores, capacitores e outros elementos que combinados formam determinado dispositivo.
Na parte traseira dos módulos, há uma conexão que garante a comunicação entre a placa-mãe e os itens de hardware. Todavia, diferente do que acontece nos atuais computadores, no Project Christine não há um tipo de conexão para cada componente.
Aqui, todos usam os mesmos pinos. Isso quer dizer que não importa onde você vai encaixar determinada peça, pois ela vai funcionar sem que seja preciso usar determinado macete ou tomar algum cuidado específico. Não importa a ordem dos produtos, pois o sistema inteligente do Project Christine (que funciona com base no padrão PCI-Express) vai se encarregar de identificar cada peça e fazê-la funcionar adequadamente.
Project Christine: como os PCs podem sofrer uma nova revolução [ilustração] (Fonte da imagem: Divulgação/Razer)
Além de tornar o processo de instalação simples, a Razer busca facilitar a atualização do computador. Quer trocar sua placa de vídeo e não sabe se ela será compatível? Com o Project Christine, esse tipo de dúvida não existe, pois todos os componentes são compatíveis, não sendo necessário se preocupar com os slots e limitações da placa-mãe.
Agora, você pode estar pensando sobre o problema da refrigeração — afinal, placas de vídeo e processadores costumam esquentar muito e, em um compartimento tão pequeno, eles podem facilmente ter problemas de funcionamento. Para contornar essa adversidade, a Razer pretende refrigerar as peças com óleo mineral.
Na traseira dos módulos, há conexões que dão acesso ao sistema de refrigeração, garantindo que todo componente trabalhe na temperatura adequada para a qual foi projetado. O melhor de tudo é que você não tem que se preocupar com nada, pois, ao encaixar o dispositivo no esqueleto da máquina, o novo produto já estará refrigerado e pronto para uso.
Dessa forma, fica fácil instalar duas placas de vídeo, adicionar mais memória RAM, trocar o processador, adicionar um SSD ou realizar outras atualizações. A Razer diz que pretende fazer parceria com vários fabricantes de hardware, dando o máximo de opções para o consumidor, por isso podemos esperar ver uma boa quantidade de marcas no projeto.
Project Christine: como os PCs podem sofrer uma nova revolução [ilustração] (Fonte da imagem: Divulgação/Razer)
Parece ótimo, não? Todavia, é claro que tem uma pequena questão que não deixa a ideia tão boa. Segundo a informação da Polygon, a Razer pretende lançar a ideia com um esquema de assinatura. O consumidor que quiser uma máquina modular desse tipo terá que pagar uma pequena quantia mensal para ter seu PC sempre atualizado.

Será que vai dar certo?

Não há como negar que o Project Christine tem boa intenção e boas ideias que podem dar certo. Entretanto, a boa vontade da Razer – que é uma companhia bem pequena se comparada a outras gigantes do setor – não significa nada sem o apoio de outras empresas que fabricam os componentes de hardware e que podem fazer o projeto sair do papel.
De acordo com a Polygon, os fabricantes não estão realmente interessados na ideia, principalmente porque ninguém quer apostar em algo que talvez não dê certo. Para grandes companhias, tomar um passo arriscado desses pode significar grandes prejuízos e geralmente o risco não vale a pena.
Project Christine: como os PCs podem sofrer uma nova revolução [ilustração] (Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)
A inovação pode ser interessante para alavancar os negócios de uma empresa, principalmente no caso da Razer, que não é muito grande, mas ela também pode custar caro para uma companhia que já está bem no mercado e não precisa desse tipo de jogada para conquistar o consumidor.
O CEO da Razer,  Min-Liang Tan, relatou em entrevista que as fabricantes de hardware têm diversas preocupações que vão desde a previsão de entrega, passando pela quantidade de unidades que serão produzidas, até chegar à questão da margem de lucro. De fato, olhando pelo lado de uma grande corporação, esse tipo de preocupação é essencial.
É preciso considerar ainda que esse tipo de proposta vem para oferecer uma alternativa a um mercado já existente e funcional, o qual precisará ser readaptado. Isso implica mudanças tanto para as fabricantes (que terão de produzir diversos tipos de componentes com os mais variados padrões) quanto para os consumidores.
Assim, por ora, devido à falta de parceiros, o Project Christine não tem grandes chances de sair do papel. Vale salientar que, mesmo que haja uma boa quantidade de empresas apoiando, isso não quer dizer que teremos a mesma diversidade de componentes do mercado atual. Não é de se duvidar que um pequeno grupo de fabricantes mais famosas domine o projeto e impossibilite que outras entrem na jogada (algo que já acontece no mercado atual).
Project Christine: como os PCs podem sofrer uma nova revolução [ilustração] (Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)
É importante colocar na conta a questão do preço que isso custará ao consumidor. A Razer não deu informações sobre valores, mas pode ter certeza de que componentes robustos, compactos e de fácil manuseio não serão baratos. Isso sem contar a história do pagamento mensal, que vai encarecer muito a ideia.


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Pode ser que um dia o Project Christine veja a luz do dia, mas não há como saber se ele não acabará se tornando um negócio viável apenas para os endinheirados – perdendo assim o foco de popularização e facilitação de uso. Para dar certo, a Razer terá que conseguir boas parcerias e bons preços, garantindo que os leigos realmente possam ter vantagem com essa inovação.

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/razer/53413-project-christine-como-os-pc-podem-sofrer-uma-nova-revolucao-ilustracao-.htm#ixzz2yQsOqgjS



herói desconhecido

quarta-feira, 12 de março de 2014

Vai começar a segunda viagem do Cosmos

A série de televisão que transformou a divulgação de ciência em 1980, com a mão inconfundível de Carl Sagan, vai para o ar nesta segunda-feira numa versão actualizada. É o famoso astrofísico norte-americano Neil deGrasse Tyson que marca este novo projecto: “É tempo de arrancar de novo.”


Fonte da Imagens : http://mentes-inquietas.com/wp-content/uploads/2014/01/sagan_tyson.png

O som do dedilhar da guitarra do cantor de blues norte-americano Blind Willie Johnson une da forma mais subtil o primeiro episódio da nova série do Cosmos com a série original de 1980, criada por Carl Sagan. Dark was the night, cold was the ground começa a ouvir-se, quando a nave que Neil deGrasse Tyson usa para viajar no tempo e no espaço se aproxima da sonda Voyager 1, nos limites do sistema solar.
“A Voyager 1 transporta uma mensagem para daqui a mil milhões de anos sobre quem nós éramos, como sentíamos, que música é que fazíamos”, diz o astrofísico norte-americano Neil deGrasse Tyson no episódio de estreia de Cosmos: Odisseia no Espaço, que passa nesta segunda-feira em Portugal, às 23h, no canal National Geographic e em todos os canais da Fox.
A Voyager 1 foi lançada em Setembro de 1977, poucas semanas depois da Voyager 2 ter também ido para o espaço. A missão destas duas sondas era analisar os planetas mais distantes que giram em torno do Sol e, depois, continuar a travessia para lá do sistema solar, embrenhando-se pelo Universo adentro.
As duas máquinas, que continuam vivas e a comunicar com a Terra, transportam cada uma delas um disco de ouro no qual foram gravados sons e imagens da Terra. Um comité da NASA liderado por Carl Sagan escolheu, na altura, quais os testemunhos que deveriam estar nos discos, antecipando a hipótese remota de um destes aparelhos ser interceptado por extraterrestres. A cobertura do disco tem as instruções visuais para ser lido.
Entre saudações em línguas vivas e mortas, fotografias de mulheres a amamentar ou a trabalhar ao microscópio, vocalizações de baleias, estão os acordes da guitarra de Blind Willie Johnson, que agora, no novo episódio, se unem em perfeição com o firmamento. “Ninguém envia uma mensagem numa viagem destas sem uma acesa paixão pelo futuro”, constatava Carl Sagan em 1980, quando falava sobre as Voyager num dos 13 episódios da série original Cosmos: Uma Viagem Pessoal.
Para o astrónomo nascido em Brooklin, Nova Iorque, que morreu em 1996, com 62 anos – e que ao longo da vida se tornou um dos mais famosos divulgadores de ciência do mundo –, os discos de ouro das Voyager eram objectos de “esperança”, criados por uma espécie com um “desejo profundo de contactar com o cosmos”. Esse apelo atravessava a série de 1980, quer Sagan estivesse a falar de um astrónomo da antiguidade, do Big Bang, da origem da vida ou dos limites do Universo.
Trinta e quatro anos depois, a nave de Neil deGrasse Tyson afasta-se da Voyager 1 em direcção ao resto da Via Láctea com a guitarra de Blind Willie Johnson em fade out e o apelo mantém-se, como se a série nunca se tivesse ido embora.
Com Carl Sagan ficámos a saber que o cosmos é tudo o que existe, existiu ou existirá. Nos 13 episódios da nova série, mais do que revelar as últimas fronteiras do Universo que as descobertas científicas das últimas décadas puseram a nu, Neil deGrasse Tyson pretende mostrar-nos qual é a importância de conhecermos o cosmos.
“Sim, há a matéria escura, há a energia escura. Temos oito planetas [no sistema solar] em vez de nove. Há muita ciência que é nova, mas o objectivo não é mostrar aqui o que é novo na ciência. O objectivo é mostrar porque é que esta nova compreensão dos cosmos continua a afectar-nos profundamente como indivíduo, como nação, como espécie”, explica o astrofísico numa entrevista dada à Fox.
A série original teve um sucesso retumbante. Criada e escrita por Carl Sagan, juntamente com Ann Druyan, que em 1981 se casaria com Sagan, e com Steven Soter, outro astrofísico, foi vista por 750 milhões de pessoas em 175 países e ganhou três Prémios Emmy e um Peabody. Depois, Carl Sagan escreveu o livro Cosmos. Carlos Fiolhais, físico e divulgador de ciência, dizia ao PÚBLICO em Agosto que Sagan, com o seu poder de persuasão, passa a sua inteligência para o espectador ou para o leitor. “Sentimo-nos inteligentes ao ler o Cosmos”, explica, referindo ainda que a antiga série, que está disponível no YouTube, continua apelativa.
Os novos 13 episódios, com novas histórias, surgiram por vontade de Ann Druyan, autora e produtora executiva da série, que se juntou, de novo, a Steven Soter. Na convenção da Comic-Con internacional em Julho de 2013, em San Diego, Estados Unidos, onde o painel de criadores do novo Cosmos foi uma das atracções, Ann Druyan explicava sentir nas últimas décadas um retrocesso em direcção ao medo e à superstição. Um retrocesso que não existia na década de 1960, quando o homem foi à Lua. Voltar ao Cosmos, dizia ela, fazia parte de um novo ciclo de abertura em relação à ciência.
“O conhecimento é um direito de todos”, argumentou a autora de 64 anos numa entrevista recente à revista Wired. “Carl Sagan veio de uma família da classe trabalhadora em Brooklin, eu vim de Queens, Neil [deGrasse Tyson] veio do Bronx – acreditamos de facto que a ciência pertence a todos nós, (…) se pertencer apenas a um minúsculo culto, então as nossas aspirações de um dia nos tornarmos uma sociedade democrática estão condenadas.”
Neil deGrasse Tyson – que é director do Planetário Hayden do Museu Americano de História Natural de Nova Iorque, publicou vários livros de divulgação de ciência (inclusivamente em Portugal) e aparece em vários programas de televisão – vai mais longe. “Estou preocupado com os adultos com iliteracia científica. São eles que governam o mundo, que têm recursos, que são as chefias e são em maior número do que as crianças”, respondia o astrofísico de 55 anos, na última terça-feira, a um apresentador da Fox que lhe perguntou se o novo Cosmos ajudaria a inspirar as crianças.
Ann Druyan começou a pensar no projecto há cerca de sete anos e acabou por encontrar em Neil deGrasse Tyson o sucessor perfeito de Carl Sagan. A série original tinha sido difundida na PBS, um canal público de televisão dos Estados Unidos. A passagem para a Fox foi sugerida por Seth MacFarlane, criador das séries animadas de humor da Fox para adultos Family Guy, American Dad! e The Cleveland Show. MacFarlane, um assumido fã do Cosmos, foi apresentado por Tyson a Druysan há quatro anos e tornou-se director-executivo da nova série.
A Fox fez uma enorme campanha para que a série chegasse ao máximo de espectadores. No domingo, dia 9 de Março, passou o primeiro episódio nos Estados Unidos, hoje o Cosmos chega a dezenas de canais National Geographic e Fox em 180 países. Só o primeiro episódio é que vai passar em todos os canais, os restantes terão de ser vistos na National Geographic, um canal pago que, em Agosto de 2013, chegava a 84,446 milhões de lares norte-americanos, cobrindo 73,95% das casas com televisão.
Em Portugal, a série original passou na RTP no início dos anos de 1980, agora só quem tiver televisão paga é que poderá assistir às histórias narradas por Neil deGrasse Tyson. Segundo a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), a televisão paga chegava, no final de 2013, a 53,7% de alojamentos residenciais. Além disso, os espectadores habituais dos canais pagos são, globalmente, cerca de 30% e distribuem-se pela multiplicidade de oferta de canais dos serviços de televisão pagos.
Por isso, o impacto do novo Cosmos será muito diferente, refere o investigador Francisco Rui Cádima, professor de ciências da comunicação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que investiga questões relacionadas com a televisão. “Passando para um canal pago, há um retrocesso em relação ao público da década de 1980”, diz o investigador.
Para Francisco Rui Cádima, se na RTP da altura, quando só havia dois canais de televisão, a série poderia ser “apanhada” por faixas da população que não são normalmente consumidoras de programas sobre divulgação científica, nos canais privados são as pessoas que se interessam por este nicho que irão estar atentas. O especialista defende que a RTP deveria comprar os direitos do Cosmos: “Teria mais sentido gastar dinheiro no programa do que em jogos de futebol [da Primeira Liga], que depois acabam por não ter as características de serviço público.”
Mas quem tiver a oportunidade de ver hoje o primeiro episódio do Cosmos terá um banquete de efeitos especiais e de imagens de astronomia do século XXI servido para acompanhar a narrativa contada pela voz quente de Neil deGrasse Tyson. A nave onde o astrofísico viaja é usada para fazer saltos no espaço e no tempo. É possível visitar Vénus ou Júpiter e mergulhar em paisagens que tentam aproximar-se do que, de facto, se passa naqueles planetas.
Graças à nave, Tyson conta também a vida de personagens da história da ciência, como a de Giordano Bruno, um frade dominicano que nasceu em Nápoles em 1548 e acabou morto na fogueira da Inquisição pelas suas opiniões sobre o Universo.
“Contamos histórias sobre cientistas de diferentes culturas e diferentes eras cujo trabalho realizado foi atacado pela sociedade ou pelo governo que controlava as suas vidas, ou por normas sociais que interferiam com a procura da verdade”, explicou o astrofísico, desta vez ao site noticioso Huffington Post. “Alguns [destes cientistas] sacrificaram a vida por terem encontrado a verdade e aprendemos que naquelas sociedades existiram mártires da ciência. São pessoas que davam mais importância à verdade do que à relação que tinham com a sua pátria.” Estas partes históricas, ao contrário do Cosmos original, estão contadas em animações que permitiram à equipa produzir momentos oníricos sem prejudicar a credibilidade das cenas.
O primeiro episódio também é marcado pelo calendário cósmico que Carl Sagan usou, primeiro, no seu livro Os Dragões do Éden e depois transpôs para a série original. Este calendário divide em 12 meses o tempo desde o Big Bang, ocorrido há 13.800 milhões de anos, e hoje. Na nova versão do calendário, visualmente espectacular, Tyson conta-nos resumidamente a história da Terra, com o aparecimento dos humanos na última hora do último dia do ano.
“Toda a história documentada ocupa apenas os últimos 14 segundos”, anuncia o astrofísico que vai caminhando pelo calendário, e resume estes segundos com os nascimentos de profetas de várias religiões e o aparecimento da ciência moderna, que em apenas quatro séculos levou o homem à Lua e permitiu compreender, como nenhuma outra forma de conhecimento o fez antes, as origens e as fronteiras do Universo.
“Os sábios da biblioteca [de Alexandria] estudaram o cosmos inteiro”, explicava Carl Sagan, no primeiro capítulo da saga, onde falava da mais famosa biblioteca da antiguidade, que terá reunido centenas de milhares de documentos escritos e foi destruída. “Cosmos é uma palavra de origem grega que significa ‘ordem universal’. É, num certo sentido, o oposto de caos. Implica uma profunda ligação de todas as coisas”, contava Sagan. Agora, é a vez de Tyson nos mostrar esta ordem, de novo.


Fonte:http://www.publico.pt/ciencia/noticia/vai-comecar-a-segunda-viagem-do-cosmos-1627502#/0