quarta-feira, 28 de maio de 2014
Veja o carro do Google que dirige sozinho em ação
domingo, 4 de maio de 2014
Cientistas descobrem como os egípcios moveram pedras gigantes para formar as pirâmides
Os físicos colocaram, em uma bandeja de areia, uma versão de laboratório do trenó egípcio. Eles determinaram tanto a força de tração necessária e a rigidez da areia como uma função da quantidade de água na areia. Para determinar a rigidez, eles usaram um reômetro, que mostra quanta força é necessária para deformar um certo volume de areia.Os experimentos revelaram que a força de tração exigida diminui proporcionalmente com a rigidez da areia… Um trenó desliza muito mais facilmente sobre a areia firme [e úmida] do deserto, simplesmente porque a areia não se acumula na frente do trenó, como faz no caso da areia seca.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Neurogrid: conheça o microchip que simula o cérebro humano
No caso do Neurogrid, ele usa 16 “Neurocore” personalizados para simular o poder de um milhão de neurônios. Entretanto, com grandes poderes vêm grandes gastos: para produzir o protótipo, foi necessário o investimento de US$ 40 mil. Entretanto, seu uso seria algo bem visto, já que a ideia seria usá-lo para controlar próteses de pessoas com paralisia
Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/tecnologia/54056-neurogrid-conheca-o-microchip-que-simula-o-cerebro-humano.htm#ixzz30NUpFTih
Fonte: TecMundo
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Nasa descobre planeta parecido com a Terra em zona habitável
Momento histórico: encontramos outra Terra no Universo
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Estranha luz em Marte já tem explicação, dizem cientistas da NASA

Os cientistas estão jogando água fria em um suposto avistamento de OVNI em Marte, que foi registrado pela sonda Curiosity da NASA.
As imagens feitas nos dias 2 e 3 de abril já atraíram a atenção de todo o mundo. Apesar de entusiastas de OVNIs estarem discordando, os membros da equipe da missão dizem que existe uma explicação perfeitamente plausível para o flash de luz de Marte.
A foto da estranha luz em Marte foi divulgada nessa semana pela NASA. Um registro feito pela sonda Curiosity mostrou uma estranha luz na superfície do planeta, o que foi suficiente para gerar debates sobre qual seria a origem da misteriosa luz.
"Uma possibilidade é que essa luz seja o brilho de uma superfície rochosa refletindo o Sol. Quando essas imagens foram tiradas, o Sol estava na mesma direção que o ponto brilhante, a oeste - noroeste da sonda, e relativamente baixo na céu", disse Justin Maki, lider e engenheiro de câmeras da sonda Curiosity.
"A equipe da missão também está abrindo a possibilidade de que o ponto brilhante pode ser luz solar que interferiu na câmera, diretamente através de um orifício na caixa principal da câmera, o que já aconteceu anteriormente em outras câmeras de outras sondas que exploraram o Planeta Vermelho", acrescentou Justin Maki, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, Califórnia. "Acreditamos que seja um vazamento de luz no orifício de ventilação da câmera ou então uma pedra que refletiu a luz solar".
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| Foto da sonda Curiosity da NASA mostra misteriosa luz na superfície de Marte. Créditos: NASA / JPL-Caltech |
"Nas milhares de imagens que recebemos da sonda Curiosity, vemos esses pontos brilhantesquase todas as semanas", diz Justin Maki.
Vida inteligente em Marte?
Ufólogos já estão divulgando as imagens da luz em Marte como uma possível evidência não só de vida marciana, mas também de uma civilização avançada em Marte.
"Uma fonte de luz artificial foi vista esta semana nesta foto da NASA, que mostra a luz que brilha para cima a partir do chão ... ", escreveu Scott Waring no site UFO Sightings Daily na última segunda-feira (7 de abril). "Isso pode indicar que há vida inteligente abaixo do solo e que essa vida utiliza a luz elétrica como nós. [sic] "
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| Suposto rato na superfície marciana é um exemplo de pareidolia. Créditos: NASA |
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| Imagem feita pela sonda Viking 1 em 1976 mostra um suposto rosto na superfície de Marte, outro exemplo de pareidolia. Créditos: NASA |
A luz em Marte é algo diferente, já que não é um produto da nossa imaginação. Mas as chances são muito pequenas de que a luz seja um sinal de vida marciana, dizem os pesquisadores, especialmente porque o flash não é visível em outras imagens do mesmo local, que inclusive foram feitas quase que simultaneamente em 2 de abril e 3 de Abril pela câmera de navegação do robô Curiosity.
É claro que tudo isso não quer dizer que a vida nunca existiu em Marte. A sonda robô Curiosity já encontrou evidências de um antigo sistema de fluxo de água líquida e um lago, o que sugere que o Planeta Vermelho poderia ter sustentado a vida microbiana a bilhões de anos atrás.
Fonte: Space
Imagens: NASA
Fonte: http://www.galeriadometeorito.com/2014/04/estranha-luz-em-marte-ja-tem-explicacao.html
quarta-feira, 12 de março de 2014
Vai começar a segunda viagem do Cosmos
Fonte da Imagens : http://mentes-inquietas.com/wp-content/uploads/2014/01/sagan_tyson.png
O som do dedilhar da guitarra do cantor de blues norte-americano Blind Willie Johnson une da forma mais subtil o primeiro episódio da nova série do Cosmos com a série original de 1980, criada por Carl Sagan. Dark was the night, cold was the ground começa a ouvir-se, quando a nave que Neil deGrasse Tyson usa para viajar no tempo e no espaço se aproxima da sonda Voyager 1, nos limites do sistema solar.
As duas máquinas, que continuam vivas e a comunicar com a Terra, transportam cada uma delas um disco de ouro no qual foram gravados sons e imagens da Terra. Um comité da NASA liderado por Carl Sagan escolheu, na altura, quais os testemunhos que deveriam estar nos discos, antecipando a hipótese remota de um destes aparelhos ser interceptado por extraterrestres. A cobertura do disco tem as instruções visuais para ser lido.
Entre saudações em línguas vivas e mortas, fotografias de mulheres a amamentar ou a trabalhar ao microscópio, vocalizações de baleias, estão os acordes da guitarra de Blind Willie Johnson, que agora, no novo episódio, se unem em perfeição com o firmamento. “Ninguém envia uma mensagem numa viagem destas sem uma acesa paixão pelo futuro”, constatava Carl Sagan em 1980, quando falava sobre as Voyager num dos 13 episódios da série original Cosmos: Uma Viagem Pessoal.
Para o astrónomo nascido em Brooklin, Nova Iorque, que morreu em 1996, com 62 anos – e que ao longo da vida se tornou um dos mais famosos divulgadores de ciência do mundo –, os discos de ouro das Voyager eram objectos de “esperança”, criados por uma espécie com um “desejo profundo de contactar com o cosmos”. Esse apelo atravessava a série de 1980, quer Sagan estivesse a falar de um astrónomo da antiguidade, do Big Bang, da origem da vida ou dos limites do Universo.
Trinta e quatro anos depois, a nave de Neil deGrasse Tyson afasta-se da Voyager 1 em direcção ao resto da Via Láctea com a guitarra de Blind Willie Johnson em fade out e o apelo mantém-se, como se a série nunca se tivesse ido embora.
Com Carl Sagan ficámos a saber que o cosmos é tudo o que existe, existiu ou existirá. Nos 13 episódios da nova série, mais do que revelar as últimas fronteiras do Universo que as descobertas científicas das últimas décadas puseram a nu, Neil deGrasse Tyson pretende mostrar-nos qual é a importância de conhecermos o cosmos.
“Sim, há a matéria escura, há a energia escura. Temos oito planetas [no sistema solar] em vez de nove. Há muita ciência que é nova, mas o objectivo não é mostrar aqui o que é novo na ciência. O objectivo é mostrar porque é que esta nova compreensão dos cosmos continua a afectar-nos profundamente como indivíduo, como nação, como espécie”, explica o astrofísico numa entrevista dada à Fox.
A série original teve um sucesso retumbante. Criada e escrita por Carl Sagan, juntamente com Ann Druyan, que em 1981 se casaria com Sagan, e com Steven Soter, outro astrofísico, foi vista por 750 milhões de pessoas em 175 países e ganhou três Prémios Emmy e um Peabody. Depois, Carl Sagan escreveu o livro Cosmos. Carlos Fiolhais, físico e divulgador de ciência, dizia ao PÚBLICO em Agosto que Sagan, com o seu poder de persuasão, passa a sua inteligência para o espectador ou para o leitor. “Sentimo-nos inteligentes ao ler o Cosmos”, explica, referindo ainda que a antiga série, que está disponível no YouTube, continua apelativa.
Os novos 13 episódios, com novas histórias, surgiram por vontade de Ann Druyan, autora e produtora executiva da série, que se juntou, de novo, a Steven Soter. Na convenção da Comic-Con internacional em Julho de 2013, em San Diego, Estados Unidos, onde o painel de criadores do novo Cosmos foi uma das atracções, Ann Druyan explicava sentir nas últimas décadas um retrocesso em direcção ao medo e à superstição. Um retrocesso que não existia na década de 1960, quando o homem foi à Lua. Voltar ao Cosmos, dizia ela, fazia parte de um novo ciclo de abertura em relação à ciência.
“O conhecimento é um direito de todos”, argumentou a autora de 64 anos numa entrevista recente à revista Wired. “Carl Sagan veio de uma família da classe trabalhadora em Brooklin, eu vim de Queens, Neil [deGrasse Tyson] veio do Bronx – acreditamos de facto que a ciência pertence a todos nós, (…) se pertencer apenas a um minúsculo culto, então as nossas aspirações de um dia nos tornarmos uma sociedade democrática estão condenadas.”
Neil deGrasse Tyson – que é director do Planetário Hayden do Museu Americano de História Natural de Nova Iorque, publicou vários livros de divulgação de ciência (inclusivamente em Portugal) e aparece em vários programas de televisão – vai mais longe. “Estou preocupado com os adultos com iliteracia científica. São eles que governam o mundo, que têm recursos, que são as chefias e são em maior número do que as crianças”, respondia o astrofísico de 55 anos, na última terça-feira, a um apresentador da Fox que lhe perguntou se o novo Cosmos ajudaria a inspirar as crianças.
Ann Druyan começou a pensar no projecto há cerca de sete anos e acabou por encontrar em Neil deGrasse Tyson o sucessor perfeito de Carl Sagan. A série original tinha sido difundida na PBS, um canal público de televisão dos Estados Unidos. A passagem para a Fox foi sugerida por Seth MacFarlane, criador das séries animadas de humor da Fox para adultos Family Guy, American Dad! e The Cleveland Show. MacFarlane, um assumido fã do Cosmos, foi apresentado por Tyson a Druysan há quatro anos e tornou-se director-executivo da nova série.
A Fox fez uma enorme campanha para que a série chegasse ao máximo de espectadores. No domingo, dia 9 de Março, passou o primeiro episódio nos Estados Unidos, hoje o Cosmos chega a dezenas de canais National Geographic e Fox em 180 países. Só o primeiro episódio é que vai passar em todos os canais, os restantes terão de ser vistos na National Geographic, um canal pago que, em Agosto de 2013, chegava a 84,446 milhões de lares norte-americanos, cobrindo 73,95% das casas com televisão.
Em Portugal, a série original passou na RTP no início dos anos de 1980, agora só quem tiver televisão paga é que poderá assistir às histórias narradas por Neil deGrasse Tyson. Segundo a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), a televisão paga chegava, no final de 2013, a 53,7% de alojamentos residenciais. Além disso, os espectadores habituais dos canais pagos são, globalmente, cerca de 30% e distribuem-se pela multiplicidade de oferta de canais dos serviços de televisão pagos.
Por isso, o impacto do novo Cosmos será muito diferente, refere o investigador Francisco Rui Cádima, professor de ciências da comunicação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que investiga questões relacionadas com a televisão. “Passando para um canal pago, há um retrocesso em relação ao público da década de 1980”, diz o investigador.
Para Francisco Rui Cádima, se na RTP da altura, quando só havia dois canais de televisão, a série poderia ser “apanhada” por faixas da população que não são normalmente consumidoras de programas sobre divulgação científica, nos canais privados são as pessoas que se interessam por este nicho que irão estar atentas. O especialista defende que a RTP deveria comprar os direitos do Cosmos: “Teria mais sentido gastar dinheiro no programa do que em jogos de futebol [da Primeira Liga], que depois acabam por não ter as características de serviço público.”
Mas quem tiver a oportunidade de ver hoje o primeiro episódio do Cosmos terá um banquete de efeitos especiais e de imagens de astronomia do século XXI servido para acompanhar a narrativa contada pela voz quente de Neil deGrasse Tyson. A nave onde o astrofísico viaja é usada para fazer saltos no espaço e no tempo. É possível visitar Vénus ou Júpiter e mergulhar em paisagens que tentam aproximar-se do que, de facto, se passa naqueles planetas.
Graças à nave, Tyson conta também a vida de personagens da história da ciência, como a de Giordano Bruno, um frade dominicano que nasceu em Nápoles em 1548 e acabou morto na fogueira da Inquisição pelas suas opiniões sobre o Universo.
“Contamos histórias sobre cientistas de diferentes culturas e diferentes eras cujo trabalho realizado foi atacado pela sociedade ou pelo governo que controlava as suas vidas, ou por normas sociais que interferiam com a procura da verdade”, explicou o astrofísico, desta vez ao site noticioso Huffington Post. “Alguns [destes cientistas] sacrificaram a vida por terem encontrado a verdade e aprendemos que naquelas sociedades existiram mártires da ciência. São pessoas que davam mais importância à verdade do que à relação que tinham com a sua pátria.” Estas partes históricas, ao contrário do Cosmos original, estão contadas em animações que permitiram à equipa produzir momentos oníricos sem prejudicar a credibilidade das cenas.
O primeiro episódio também é marcado pelo calendário cósmico que Carl Sagan usou, primeiro, no seu livro Os Dragões do Éden e depois transpôs para a série original. Este calendário divide em 12 meses o tempo desde o Big Bang, ocorrido há 13.800 milhões de anos, e hoje. Na nova versão do calendário, visualmente espectacular, Tyson conta-nos resumidamente a história da Terra, com o aparecimento dos humanos na última hora do último dia do ano.
“Toda a história documentada ocupa apenas os últimos 14 segundos”, anuncia o astrofísico que vai caminhando pelo calendário, e resume estes segundos com os nascimentos de profetas de várias religiões e o aparecimento da ciência moderna, que em apenas quatro séculos levou o homem à Lua e permitiu compreender, como nenhuma outra forma de conhecimento o fez antes, as origens e as fronteiras do Universo.
“Os sábios da biblioteca [de Alexandria] estudaram o cosmos inteiro”, explicava Carl Sagan, no primeiro capítulo da saga, onde falava da mais famosa biblioteca da antiguidade, que terá reunido centenas de milhares de documentos escritos e foi destruída. “Cosmos é uma palavra de origem grega que significa ‘ordem universal’. É, num certo sentido, o oposto de caos. Implica uma profunda ligação de todas as coisas”, contava Sagan. Agora, é a vez de Tyson nos mostrar esta ordem, de novo.
Fonte:http://www.publico.pt/ciencia/noticia/vai-comecar-a-segunda-viagem-do-cosmos-1627502#/0
sábado, 24 de setembro de 2011
Neutrino ‘mais veloz que a luz’ põe físicos em suspense
O detector de partículas Opera, do CERN: ali foi descoberto neutrino que ultrapassou a velocidade da luz (Divulgação)
"Se for provado que o neutrino viaja acima da velocidade da luz, os teóricos terão que quebrar a cabeça para pacificar essa observação com tudo que já construímos e verificamos estar correto."
A revelação feita por cientistas do CERN de queflagraram partículas viajando acima da velocidade da luz — algo até agora considerado impossível — pôs a comunidade científica em suspense. Entre a cautela e o assombro, muitos físicos apostam em um possível erro do laboratório europeu. Mas, dada a respeitabilidade do centro científico que criou o acelerador de partículas LHC, todos aguardam o seminário que será realizado nesta sexta-feira para discutir as medições e, mais ainda, futuras tentativas de reproduzir o mesmo experimento. A cautela é compreensível: caso a descoberta se confirme, a física como a conhecemos poderá mudar para sempre.
Em entrevista ao site de VEJA, o físico brasileiro Ernesto Kemp disse ser bem possível que esteja errada a velocidade dos neutrinos medida no trajeto de 732 quilômetros entre o CERN, em Genebra, na Suíça, e o detector de partículas OPERA, em Gran Sasso, na Itália. Contudo, o cientista está apreensivo porque conhece o trabalho do OPERA. Kemp trabalha no laboratório ao lado: é colaborador do Large Volume Detector (LVD), um experimento que também mede neutrinos, mas vindos do espaço e não do CERN. "Conheço o trabalho dos pesquisadores do OPERA e eles não teriam publicado um dado assim se não tivessem certeza das medições que fizeram."
Incerteza - Em entrevista à revista Science, Chang Kee Jung, porta-voz de outro experimento que faz a detecção de neutrinos, chamado T2K, explica que a parte complicada neste tipo de estudo é medir com precisão o tempo entre a criação da partícula e o momento em que ela atinge o detector. A medição depende do Sistema Global de Posicionamento, ou GPS, e a margem de erro pode chegar a dezenas de nanossegundos, diz ele, e não apenas 10, como o grupo do CERN afirma ter conseguido.De acordo com Kemp, apesar de o LVD não ter recebido o mesmo ajuste fino que o OPERA para analisar o feixe de neutrinos, seu experimento nunca detectou tamanha discrepância. "Pelo contrário, sempre percebemos que os neutrinos viajavam dentro da velocidade da luz, em concordância com a Teoria da Relatividade", disse.
Em 2007, Philippe Gouffon, professor do Departamento de Física Experimental do Instituto de Física da USP, também observou neutrinos acima da velocidade da luz em uma pesquisa feita na universidade, publicada noPhysical Review D, periódico da Sociedade Americana de Física. Ele afirma, contudo, que o resultado foi descartado por estar dentro do intervalo de incerteza, comum nesse tipo de experimento. "Vamos rever nossos experimentos", disse ao site de VEJA.
Erro sistemático - De acordo com Gouffon, o experimento do CERN ainda precisa ser confrontado: há uma série de erros possíveis. Assim como apontou Chang Kee Jung naScience, Gouffon também citou a possibilidade de um erro de sincronização no GPS. "E há outro problema: os próprios aparelhos de GPS são feitos baseados na Teoria da Relatividade", diz. "É como tentar medir um erro no instrumento usando o próprio instrumento."
Desvios metodológicos deste tipo acabam influindo em todo o experimento. É o que os cientistas chamam de "erro sistemático", o que explicaria por que 16.000 medições feitas pelos cientistas do CERN podem estar todas erradas. De qualquer forma, adverte Gouffon, é preciso esperar pelo seminário que ocorrerá nesta sexta-feira para confirmar os resultados. "Será chocante se isso estiver correto."
Revoluções - Kemp explica que se os resultados estiverem corretos, a revolução será profunda, mas não irá invalidar as descobertas já feitas a partir da Teoria da Relatividade, pilar da física moderna, em que Albert Einstein postulou que a velocidade da luz não depende de referencial e nada pode ultrapassá-la.
"Einstein não invalidou o mundo todo construído a partir da mecânica clássica", disse Kemp. "Quando propôs a Teoria da Relatividade, ele estava tentando pacificar várias observações físicas que não eram compatíveis teoricamente. Agora, se for provado que o neutrino viaja acima da velocidade da luz, os teóricos terão que quebrar a cabeça para juntar essa observação a tudo que já construímos em uma teoria única." O pesquisador lembra que tudo na ciência é feito com muita cautela e em passos de formiga. Daí a necessidade de replicar diversas vezes o experimento.
Ficção científica - Se confirmada, a descoberta pode dar margem a desdobramentos que hoje só a ficção científica pode vislumbrar. "Quando você postula a existência de partículas que são mais rápidas que a luz, elas teriam acesso a regiões do espaço-tempo antes proibitivas. Aí é domínio da especulação e ficção científica: seria possível voltar no tempo, alimentando equações da mecânica quântica com partículas mais rápidas que a luz com acesso a regiões do espaço-tempo no passado", diz Kemp. "Uma coisa é certa: se for verdade, é uma espécie de revolução. Muita coisa terá que ser revista e tudo isso é muito empolgante."
fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/descoberta-do-cern-e-recebida-com-cautela-e-entusiasmo-ao-mesmo-tempo
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Físicos conseguem capturar antimatéria por 16 minutos
Cientistas fizeram um grande progresso na busca incessante pela antimatéria, um tipo de matéria rara no universo: eles conseguiram “prendê-la” por mais de 16 minutos em laboratório, tempo considerado uma eternidade na física de partículas.
A antimatéria é como uma imagem espelhada da matéria. Para cada partícula de matéria (um átomo de hidrogênio, por exemplo), existe uma partícula de antimatéria correspondente (nesse caso, um átomo anti-hidrogênio) com a mesma massa, mas com carga oposta.
Na verdade, os cientistas disseram que aprisionar átomos de anti-hidrogênio, ou seja, isolar as tais partículas exóticas, se tornou tão rotineiro que eles esperam em breve começar experiências com a substância rara.
“Pegar” a antimatéria é difícil, porque quando ela entra em contato com a matéria, as duas se aniquilam. Assim, um recipiente de antimatéria não pode ser feito de matéria normal, mas geralmente é formado por campos magnéticos.
No novo estudo, os pesquisadores capturaram anti-hidrogênio através da mistura de antiprótons com pósitrons (antielétrons) em uma câmara de vácuo, onde se combinaram em átomos anti-hidrogênio.
Todo o processo ocorreu dentro de uma “garrafa” magnética que tira proveito das propriedades magnéticas dos antiátomos para mantê-los estáveis. Uma garrafa normal, feita de matéria comum, não seria capaz de segurar a antimatéria, porque quando os dois tipos de matéria se encontram, elas se aniquilam.
Depois que os pesquisadores “prenderam” a antimatéria na garrafa magnética, puderam detectar os antiátomos presos através do desligamento do campo magnético, permitindo que as partículas se aniquilassem com a matéria normal, o que cria um flash de luz.
A equipe já conseguiu captar 112 antiátomos nessa nova armadilha, em tempos que variam de um quinto de segundo a mil segundos, ou 16 minutos e 40 segundos. Até hoje, desde o início do projeto, os cientistas capturaram 309 átomos anti-hidrogênio em várias armadilhas.
A esperança dos pesquisadores é que, até 2012, eles tenham uma nova armadilha com acesso a laser para permitir experimentos de espectroscopia nos antiátomos, fornecendo mais informações sobre as propriedades da antimatéria.
Dessa forma, eles estariam mais perto de responder uma questão que tem afligido os físicos: por que há apenas matéria comum em nosso universo?
Os cientistas acreditam que a matéria e a antimatéria foram produzidas em quantidades iguais durante o Big Bang que criou o universo, há 13,6 bilhões anos. No entanto, hoje não há nenhuma evidência de galáxias ou nuvens de antimatéria, e ela é vista raramente e por períodos curtos, por exemplo, durante alguns tipos de decaimento radioativo antes de se aniquilar em uma colisão com matéria normal.[LiveScience]
fonte:
http://hypescience.com/fisicos-conseguem-capturar-antimateria-por-16-minutos/sexta-feira, 1 de abril de 2011
Cientistas elaboram mapa da gravidade da Terra
Cientistas elaboram mapa da gravidade da Terra
Yahoo! Notícias – qui, 31 de mar de 2011 12:43 BRT
Veja como é a superfície da Terra considerando a gravidade sem a ação de marés e de correntes oceânicas:
O satélite Goce foi lançado em março de 2009 e já recolheu mais de 12 meses de dados sobre a gravidade. De acordo com a Esa, essas informações são essenciais para medir a movimentação dos oceanos, a mudança do nível do mar e a dinâmica do gelo – e para entender como são afetados pelas mudanças climáticas.
A Esa também explica que os dados podem ajudar a entender mais profundamente os processos que causam terremotos, como o evento que assolou o Japão no dia 11 de março. Isso porque os terremotos criam “rastros” na gravidade, o que poderia ser usado para entender o processo que conduz catástrofes naturais e, assim, prevê-los.
A ideia dos pesquisadores da Esa é continuar medindo a gravidade até o final de 2012. O satélite Goce, responsável pelos dados, pesa uma tonelada e orbita a baixa altitude. Ele usa um equipamente específico para medir a gravidade.


